Jogo de poder prejudica agenda ambiental de São Paulo

Organizações ambientais entregaram ontem (28) uma carta ao governador de São Paulo, Marcio França, reivindicando que a gestão do Sistema Ambiental Paulista seja gerida por quadro técnico comprometido com a questão ambiental e não como moeda política.

Atualmente a política ambiental do Estado tem sofrido com a instabilidade diante das trocas constante de secretários e dirigentes. Principalmente por indicações políticas partidárias que ignoram as questões de gestão ou técnicas.

“Na atual gestão no Governo do Estado iniciada em 2015 já tivemos três secretários, seis diretores executivos da Fundação Florestal, além da substituição de diversos outros cargos importantes no setor ambiental”, alertam as organizações.

A última substituição ocorreu na terça-feira passada, dia 26. Mauricio Brusadin havia assumido Secretaria do Meio Ambiente em agosto do ano passado, mas foi exonerado nove meses depois após rompimento entre o governador Márcio França com o Partido Progressista (PP), que decidiu se aliar a João Dória para disputar as eleições este ano.

Brusadin apesar de não ser filiado ao PP foi indicado por Guilherme Mussi, presidente do partido. A vaga será ocupada pelo secretário adjunto Eduardo Trani, até que um novo nome seja indicado.

O Estado tem um histórico de protagonismo na criação de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, como, por exemplo, a criação do Conselho Estadual de Meio Ambiente, o ICMS Ecológico, o Sistema de Recursos Hídricos, os órgãos técnicos de pesquisa, de fiscalização e de gestão e segundo o documento das organizações, essas políticas podem estar ameaçadas pela falta de continuidade e interesses políticos.

Assinaram a carta Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Copaíba, Cunhambebe, Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Iniciativa Verde, Instituto de Pesquisas Ecológicas(Ipê), Instituto Socioambiental (ISA), Movimento Mais Florestas pra São Paulo, Rede de Ongs da Mata Atlântica – SP e SOS Mata Atlântica.

Fonte: Amigos da Terra – Amazônia Brasileira


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