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11 de novembro de 2025

A “COP da Verdade” e a “Verdade inconveniente” da Foz do Amazonas

André Correa do Lago, presidente da COP prometeu, durante a abertura, que esta será a “COP da Verdade”, usando a expressão do presidente Lula, e acredito mesmo que esteja muito empenhado em fazê-la acontecer dessa forma. Ao conseguir a aprovação da agenda antes mesmo do começo do evento, demonstrou a capacidade de liderança do Brasil, a confiança dentre os participantes nessa presidência e, sua disposição para enfrentar as verdades que o clima está nos impondo com os eventos extremos cada vez mais frequentes.

O arranjo feito pelos diplomatas brasileiros, pelo visto, não retira da COP o tema, “inconveniente”, do investimento para custear as adaptações necessárias para que os países atinjam as metas de redução de gases de efeito estufa que, voluntariamente, definiram (NDC). Os dois temas, ficaram para serem discutidos de forma “paralela” até hoje, dia 12/11. A forma como isso está acontecendo ainda não é clara e os resultados teremos de esperar para ver.

Outra “verdade inconveniente” vem das incoerências que temos encontrado até agora no discurso do governo brasileiro, e são muitas. De um lado temos: o sucesso da redução do desmatamento na Amazônia; e o lançamento do TFFF que mesmo não atingido ainda o investimento necessário para começar a operar totalmente teve muito boa receptividade e mostra potencial para apoiar os países na manutenção de suas florestas tropicais.

De outro, encontramos o espinho na garganta do IBAMA, que teve de aprovar “politicamente” o projeto de pesquisa de extração de petróleo na foz do rio Amazonas. Sim, um órgão genuinamente técnico se submeteu a uma pressão política e, com isso, só posso dizer que a autorização que emitiu também foi política.

A impressão que fica é que o governo já está usando as regras do mercado de carbono para justificar suas ações, reduzindo emissões de desmatamento e incrementando as de combustíveis fósseis. Ficar no ”zero-a-zero” pode parecer aceitável mas o momento exige mais do que compensação matemática, precisamos reduzir de forma real e prática.

Soma-se a isso nossa falta de proposta para evitar, ou acabar, com a conversão do Cerrado em plantações. O cerrado está muito mais vulnerável que a Amazônia em termos de leis e também em áreas protegidas em Unidades de Conservação, e para sua proteção é necessário também um instrumento financeiro, como o TFFF, mas voltado para remunerar aqueles proprietários pelo excedente de reserva legal que possuem em suas áreas e, assim, zerar o desmatamento de uma vez por todas.

Entre a “COP da Verdade” e nossas “Verdades Inconvenientes” temos um milhão de boas possibilidades para juntos, escrevermos uma nova verdade para o desenvolvimento do Brasil, só nos resta escolher as melhores e mais sustentáveis.
O Multilateralismo da COP e o Acordo de Como Usar as Privadas Enquanto o fim dos fósseis não chega, precisamos agir no campo!

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